Paralisação nacional dos empregados começa em 10 de setembro após categoria rejeitar proposta; atendimento presencial nas agências pode ser afetado em Cáceres
A Caixa Econômica Federal entra em greve a partir desta quinta-feira (10). A paralisação foi aprovada pelos empregados do banco em diferentes bases sindicais do país e será por tempo indeterminado, ou seja, não existe uma data definida para o fim do movimento.
A decisão ocorre depois que os trabalhadores rejeitaram a proposta apresentada pela Caixa para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Em várias bases, a rejeição ultrapassou 90%.
Entre os principais pontos de discordância está o plano de saúde dos empregados, o Saúde Caixa. A proposta discutida elevaria a contribuição dos trabalhadores de 3,5% para 5,5% do salário-base, além de mudanças nos valores referentes aos dependentes. A categoria também reivindica melhores condições de trabalho e valorização profissional.
E as agências de Cáceres?
A greve é nacional, mas a intensidade da paralisação pode variar de uma agência para outra conforme a adesão dos funcionários.
Por isso, o atendimento presencial na Caixa de Cáceres poderá ser suspenso ou funcionar parcialmente durante o movimento.
Até o momento, não há uma data definida para o encerramento da greve. A paralisação poderá terminar caso as negociações avancem e um novo acordo seja aprovado pelos trabalhadores.
Na véspera do início previsto da greve, a Caixa solicitou uma nova rodada de negociação com as entidades representantes dos empregados, marcada para esta quarta-feira (9). A reunião pode alterar o cenário antes da paralisação começar.
O que o cliente pode fazer durante a greve?
Mesmo com eventual fechamento ou redução do atendimento presencial, a Caixa orienta os clientes a utilizarem os canais digitais e telefônicos do banco, além de correspondentes e casas lotéricas para os serviços que estiverem disponíveis nesses locais.
A paralisação dos empregados da Caixa ocorre enquanto outros bancos seguem uma situação diferente. Nos bancos privados, a categoria aprovou a nova Convenção Coletiva de Trabalho, com reajuste real de 0,6%, além de benefícios e participação nos lucros. No Banco do Brasil, a adesão à greve ocorre apenas em parte das bases sindicais.
A Caixa afirma que mantém o diálogo aberto com as entidades representativas e busca uma solução para a renovação dos acordos, destacando a continuidade dos serviços prestados à população.
Até o momento, portanto, a resposta para “quando termina a greve?” é: não há previsão. O movimento começa nesta quinta-feira (10) e segue por tempo indeterminado, podendo ser encerrado após avanço nas negociações e aprovação de um acordo pelos trabalhadores.
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