Candidato ao Senado também defendeu mudanças no ambiente de negócios, criticou o STF e afirmou que pretende atuar pelo impeachment de ministro da Corte
O deputado federal e candidato ao Senado Zé Medeiros (PL) afirmou que um eventual quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderá provocar a saída de empresas brasileiras para o Paraguai.
A declaração foi feita durante uma sabatina promovida pela Aliança do Setor Produtivo de Mato Grosso, formada por Fiemt, Fecomércio-MT e Famato. O encontro ocorreu nesta terça-feira (9) e colocou em discussão temas como economia, agricultura, tributação, reforma trabalhista e o papel do Senado.
Ao falar sobre o ambiente econômico e as condições para as empresas continuarem investindo no país, Medeiros criticou o que considera excesso de burocracia, carga tributária elevada e decisões que, segundo ele, prejudicam a atividade produtiva.
“Se o Lula ganhar, as empresas irão ao Paraguai”, afirmou o candidato durante a sabatina.
Críticas ao STF
Medeiros também direcionou críticas ao Supremo Tribunal Federal. Questionado sobre sua atuação caso seja eleito senador, afirmou que pretende trabalhar pelo impeachment de pelo menos um ministro da Corte.
Segundo ele, haveria uma interferência do Supremo sobre os demais Poderes e esse movimento precisaria ser enfrentado pelo Congresso.
“Precisamos tirar um ministro, se não resolver, tiramos dois, três”, declarou.
O candidato relacionou a questão à necessidade de preservar o equilíbrio entre os Poderes e afirmou que, em sua avaliação, o problema vem sendo construído há anos.
Mais crédito e menos burocracia
Na área econômica, Medeiros defendeu mudanças para estimular a industrialização de Mato Grosso, incluindo alterações no ambiente de negócios, na carga tributária e na política de juros.
Também defendeu a ampliação e desburocratização do acesso ao Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO). Para ele, as cooperativas de crédito possuem maior capilaridade e poderiam ter participação mais ampla na distribuição dos recursos.
O candidato também propôs uma revisão de normas e portarias que, em sua avaliação, dificultam a atividade produtiva.
Agricultura
Ao tratar do setor agropecuário, Medeiros criticou a condução do Ministério da Agricultura durante o governo Lula.
O parlamentar afirmou que, caso Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito presidente, seu primeiro suplente, Odílio Balbinotti, seria um nome que ele indicaria para comandar o Ministério da Agricultura.
Medeiros também defendeu que a pasta atue em benefício da agricultura nacional e não, segundo sua avaliação, em favor de grupos específicos.
Sabatina reuniu entidades do setor produtivo
A participação de Medeiros fez parte de uma série de questionamentos promovidos pela Aliança do Setor Produtivo de Mato Grosso, com representantes da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Fecomércio-MT e Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato).
Cada candidato teve três minutos para apresentação e respondeu a seis perguntas, sendo duas formuladas por cada entidade.
O presidente da Fiemt, Silvio Rangel, destacou que os futuros senadores terão papel importante não apenas para Mato Grosso, mas para o país, especialmente diante das discussões sobre reformas, legislação e equilíbrio entre os Poderes.
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