Ministério admite dificuldade para conter alta da conta de luz e culpa Congresso por parte dos aumentos

 O Ministério de Minas e Energia reconheceu que enfrenta dificuldades para impedir novos aumentos na conta de energia elétrica dos brasileiros e atribuiu parte da responsabilidade ao próprio Congresso Nacional.

A manifestação ocorreu em resposta a um pedido de informações apresentado pelo deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB). No documento, a pasta afirma que o principal fator de pressão sobre as tarifas é o crescimento dos chamados encargos setoriais, criados ou ampliados por meio de leis aprovadas pelo Senado e pela Câmara dos Deputados.

"O principal fator para o crescimento das tarifas da energia elétrica para o consumidor tem sido o acréscimo dos encargos setoriais, os quais são criados e/ou alterados por meio de leis ordinárias", informou o ministério.

Segundo o governo federal, o valor cobrado dos consumidores é motivo de preocupação constante e medidas vêm sendo estudadas para reduzir os custos do setor. Entretanto, o ministério destacou que uma das iniciativas defendidas pela pasta não avançou no Congresso.

Tratava-se de um trecho da Medida Provisória nº 1.300/2025 que previa a redução gradual e até mesmo a extinção de determinados descontos tarifários concedidos a segmentos específicos do mercado de energia.

A proposta, contudo, não foi aprovada pelos parlamentares.

O que pesa na conta de luz?

Além do consumo de energia propriamente dito, a fatura paga pelos consumidores inclui diversos componentes, como custos de transmissão, distribuição, tributos e encargos setoriais destinados ao financiamento de políticas públicas e incentivos concedidos ao setor elétrico.

Na prática, a declaração do Ministério de Minas e Energia representa um reconhecimento de que parte relevante dos reajustes nas tarifas não depende apenas de decisões técnicas das agências reguladoras, mas também de escolhas políticas feitas pelo Poder Legislativo.

O tema deve continuar em debate nos próximos meses, principalmente diante do impacto das tarifas sobre o orçamento das famílias e sobre os custos de produção da indústria e do comércio.

Leia mais em www.folhadecaceres.com.br
Siga @folhadecaceres
Folha de Cáceres – a verdade doa a quem doer.



Postagem Anterior Próxima Postagem