Após uma sequência de crimes que chocaram a população e desencadearam protestos, manifestações e forte repercussão nas redes sociais, as forças de segurança se posicionaram de forma firme e direta, dando resposta ao clima de críticas que tomou conta da cidade e do estado.
Durante entrevista coletiva, representantes da Polícia Militar e da Polícia Civil afirmaram que as corporações seguem atuando dentro da legalidade, utilizando a força necessária para garantir a ordem e proteger a sociedade, mas deixaram claro que a violência atual não é resultado de omissão policial.
Segundo os comandantes, a polícia prende, investiga, conduz criminosos e os coloca à disposição da Justiça. O problema, segundo eles, está na fragilidade do sistema legal, que permite que muitos dos presos retornem rapidamente às ruas por meio de audiências de custódia e brechas na legislação penal.
“O policial faz o trabalho dele. Prende, corre risco de vida, mobiliza viaturas, pessoal e recursos. Mas essas pessoas acabam voltando rapidamente para a sociedade. Isso gera reincidência, frustração e sensação de impunidade”, afirmou um dos representantes.
As forças de segurança também destacaram que o volume de recursos empregados hoje na segurança pública é enorme e poderia estar sendo direcionado para áreas como saúde e educação, se o problema da reincidência fosse enfrentado de forma estrutural.
“A violência não se resolve só com polícia. Se resolve com leis mais duras, respostas mais rápidas e um sistema que não trate o criminoso como vítima”, reforçaram.
Resposta direta a acusações e críticas nas redes
Durante a coletiva, as autoridades também reagiram a acusações feitas por um influencer que atua como comunicador e se apresenta como repórter investigativo nas redes sociais. Segundo a polícia, o influenciador fez acusações sem conhecimento técnico e sem compreender o funcionamento do sistema de segurança pública.
De forma direta, os comandantes afirmaram que críticas são legítimas, mas que acusações genéricas, sem embasamento, apenas confundem a população e desinformam.
“A polícia trabalha com dados, inteligência, legalidade e responsabilidade. Falar sem conhecimento da realidade do sistema é fácil, mas não ajuda a resolver o problema”, afirmou um dos entrevistados.
Segurança pública exige decisão política
Os representantes das forças de segurança foram enfáticos ao dizer que as ações realizadas atualmente são as respostas mais rápidas possíveis dentro da lei, mas que não são soluções definitivas. Sem mudanças urgentes na legislação brasileira, especialmente no combate ao crime organizado e às facções criminosas, o cenário tende a se repetir.
“Enquanto não houver mudança nas leis, vamos continuar enxugando gelo. A polícia não vai esmorecer, mas é preciso que o país enfrente essa realidade com coragem”, concluíram.
A fala ocorre em meio a um cenário de comoção social, protestos de mães, lideranças comunitárias e manifestações públicas que cobram mais segurança. O posicionamento das forças de segurança deixa claro que o problema vai além da atuação policial e passa, necessariamente, por decisões políticas e legislativas que ainda não foram tomadas.
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