Projeções econômicas indicam que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode encerrar o mandato, em 2026, com o maior rombo nas contas públicas desde a criação do Plano Real, em 1994. Os números têm gerado alerta entre economistas, analistas do mercado e órgãos de controle fiscal.
De acordo com estimativas divulgadas por veículos especializados em economia e política, o cenário aponta para sucessivos déficits primários, impulsionados pelo crescimento dos gastos públicos, ampliação de programas sociais, aumento de despesas obrigatórias e dificuldade do governo em equilibrar arrecadação e despesas dentro das regras fiscais.
Mesmo com a substituição do teto de gastos pelo novo arcabouço fiscal, especialistas avaliam que o modelo ainda não demonstrou eficácia suficiente para conter o avanço das despesas. O resultado é uma pressão crescente sobre a dívida pública, que tende a aumentar de forma consistente ao longo do mandato.
O governo federal, por sua vez, sustenta que o aumento dos gastos é necessário para promover crescimento econômico, reduzir desigualdades e retomar investimentos sociais. A equipe econômica também afirma que parte do déficit decorre de heranças fiscais anteriores e de um cenário internacional ainda instável.
Críticos, no entanto, alertam que o descontrole fiscal pode gerar impactos diretos na vida da população, como inflação persistente, juros elevados, redução da capacidade de investimento do Estado e insegurança econômica. Para esses analistas, a falta de medidas mais duras de contenção de gastos pode comprometer a sustentabilidade das contas públicas no médio e longo prazo.
O debate fiscal já começa a influenciar o cenário político de 2026. A oposição tem usado os números como argumento para criticar a condução econômica do governo, enquanto aliados defendem que os investimentos atuais trarão retorno futuro e não devem ser analisados apenas sob a ótica do déficit.
Independentemente do campo político, o fato é que o tema das contas públicas volta ao centro das atenções e deve ser um dos principais pontos de discussão nos próximos anos, especialmente com a aproximação do fim do mandato presidencial.
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