O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin têm até segunda-feira (9) para apresentar defesa em uma ação que investiga possível abuso de poder político durante a campanha eleitoral deste ano.
A ação foi apresentada pelo diretório nacional do partido Novo, que acusa a chapa de utilizar a estrutura do governo federal para criar ou ampliar benefícios à população em período próximo às eleições.
O partido pede à Justiça Eleitoral a cassação dos diplomas de Lula e Alckmin, além da declaração de inelegibilidade dos dois por oito anos.
Na quinta-feira (5), o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou que o presidente e o vice-presidente apresentem suas manifestações no prazo de cinco dias.
A medida abre prazo para que os dois apresentem seus argumentos diante das acusações. A determinação, porém, não representa uma condenação nem significa que a Justiça já tenha reconhecido a ocorrência de irregularidades.
O caso seguirá em análise na Justiça Eleitoral, que deverá avaliar os argumentos das partes e as provas apresentadas antes de qualquer decisão sobre o pedido de cassação.
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