Em 21 de outubro de 2015, Marty McFly desembarcava no futuro imaginado em 1989. Carros voadores, tênis que se amarram sozinhos e videochamadas pareciam ficção, mas algumas previsões se tornaram realidade.
Nesta quarta-feira, 21 de outubro de 2026, completam-se exatamente 11 anos da data em que Marty McFly e o cientista Doc Brown chegaram ao futuro, a bordo do inesquecível DeLorean, no filme De Volta para o Futuro II. A produção, lançada em 1989, imaginava como seria o mundo em 2015, cheio de invenções que pareciam impossíveis naquela época.
O curioso é que, 37 anos depois do lançamento do filme, várias daquelas ideias realmente fazem parte da nossa rotina. Outras continuam restritas a protótipos, enquanto algumas previsões ficaram completamente ultrapassadas. A Folha de Cáceres foi conferir o que os roteiristas acertaram e o que ainda estamos esperando.
O que o filme acertou?
Um dos maiores acertos foram as videochamadas. No filme, Marty conversa pela televisão, algo que parecia extraordinário em 1989. Hoje, WhatsApp, FaceTime e plataformas de reuniões permitem conversar com pessoas do outro lado do planeta, com imagem e som, usando apenas um celular.
As televisões de tela plana e grande dimensão também se tornaram comuns, assim como comandos de voz, óculos com recursos digitais e dispositivos semelhantes aos tablets. O filme ainda apresentou portas abertas por impressão digital, tecnologia atualmente utilizada em fechaduras, celulares e sistemas de segurança.
Outro acerto impressionante foram os drones utilizados para registrar notícias. No filme, pequenos equipamentos voadores aparecem produzindo imagens para a imprensa. Atualmente, drones são usados por jornalistas, agricultores, equipes de resgate e profissionais de diferentes áreas. Os videogames controlados por movimentos, sem controles tradicionais, também saíram da ficção.
E os carros voadores e os famosos tênis?
Os carros voadores, um dos maiores símbolos do filme, ainda não fazem parte do trânsito cotidiano. Existem protótipos e aeronaves elétricas de decolagem vertical, mas nada parecido com as rodovias aéreas movimentadas mostradas na produção.
Já os tênis que se amarram sozinhos chegaram a existir. A Nike desenvolveu modelos com ajuste automático, incluindo versões inspiradas no calçado de Marty. Entretanto, a tecnologia não se popularizou como o filme imaginava.
O famoso skate flutuante, conhecido como hoverboard, também continua sendo uma promessa parcialmente realizada. Existem experiências com levitação magnética e equipamentos de propulsão, mas ainda não temos um skate capaz de flutuar livremente sobre qualquer rua.
O futuro também errou, e muito
O filme imaginava roupas que se ajustavam automaticamente ao corpo e jaquetas capazes de se secar sozinhas. Também apresentava um aparelho que transformava uma pequena pizza em uma refeição de tamanho normal em poucos segundos. Nenhuma dessas tecnologias se tornou um produto doméstico comum.
Outro erro curioso foi a presença constante de aparelhos de fax, utilizados para receber documentos até dentro de casa. Enquanto os roteiristas imaginaram um futuro dominado por essas máquinas, a internet, os smartphones e os aplicativos praticamente eliminaram sua importância no cotidiano.
Afinal, quantas previsões se tornaram realidade?
Considerando dez tecnologias marcantes apresentadas no filme, a comparação permite identificar seis ideias que se concretizaram amplamente ou tiveram equivalentes populares, duas realizadas apenas parcialmente e duas que continuam fora do cotidiano.
Entre os acertos estão videochamadas, televisões inteligentes, tablets, biometria, drones e videogames por movimentos. Os tênis automáticos e os óculos digitais tiveram realização parcial. Já os carros voadores de uso comum e os skates verdadeiramente flutuantes continuam distantes da realidade imaginada pelo cinema.
Essa contagem é uma classificação editorial das dez tecnologias selecionadas, não uma estatística oficial sobre todas as previsões da produção.
Mas existe um detalhe ainda mais interessante: o filme imaginou muitas tecnologias modernas, porém não antecipou com precisão o impacto que os smartphones, as redes sociais e a inteligência artificial teriam sobre nossas vidas.
Onze anos depois daquele 21 de outubro de 2015, o futuro de Marty McFly já ficou no passado. Conseguimos conversar com qualquer pessoa do mundo, abrir portas com o dedo e produzir imagens com máquinas voadoras. Mas seguimos esperando pelo DeLorean capaz de viajar no tempo.
E talvez essa seja a maior ironia: a tecnologia avançou tanto que algumas invenções do filme parecem ultrapassadas, enquanto outras continuam tão impossíveis quanto em 1989.
Leia mais em www.folhadecaceres.com.br
Siga @folhadecaceres
Folha de Cáceres — a verdade doa a quem doer.

