Um dia depois de vereadora questionar a ausência de entidades comerciais na discussão, ACEC publica nota apoiando iniciativa para buscar soluções jurídicas, mas evita se posicionar sobre o mérito das disputas.
Após ser questionada publicamente durante sessão da Câmara Municipal de Cáceres, a Associação Comercial e Empresarial de Cáceres (ACEC) divulgou, nesta terça-feira (20), uma manifestação institucional relacionada aos impasses que envolvem o Fort Atacadista. A nota foi publicada um dia depois de a vereadora Valdeníria Dutra cobrar maior participação das entidades representativas do comércio nas discussões sobre o empreendimento.
Durante a sessão de segunda-feira (19), Valdeníria questionou a ausência da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) nas mobilizações em torno do Fort Atacadista. A parlamentar afirmou que a instalação da empresa ultrapassou os interesses particulares e se tornou uma questão de interesse público, principalmente pelos empregos e pela movimentação econômica esperados para Cáceres.
“E também cadê o CDL? O CDL, não é o que defende, deveria estar lá junto. O que é que está acontecendo?”, questionou a vereadora durante sua manifestação.
Associação Comercial apoia iniciativa de avaliação jurídica
Embora a cobrança tenha sido direcionada à CDL, a entidade que se manifestou foi a ACEC, por meio de documento assinado digitalmente pelo representante legal Wagner Antonio de Souza Junior.
Na nota, a associação declara apoio institucional à iniciativa apresentada perante a Câmara Municipal de Cáceres, que propõe ao Poder Executivo avaliar providências jurídicas, inclusive judiciais, para proteger o interesse público municipal diante dos fatos relacionados ao empreendimento.
A entidade ressalta que considera importante que o Município, por seus órgãos competentes, examine a questão e adote medidas necessárias à proteção do patrimônio público, à adequada consideração das informações técnicas municipais e à segurança jurídica.
Apoio não significa posicionamento sobre as disputas
Apesar da manifestação, a ACEC fez uma ressalva importante: não está tomando posição sobre quem tem razão nas ações judiciais envolvendo o empreendimento.
Segundo o documento, o apoio se limita à avaliação e à atuação institucional do Poder Executivo. A associação afirma que não representa adesão aos processos judiciais mencionados nem substitui decisões dos órgãos municipais competentes.
A manifestação ocorre em um momento de intensa discussão sobre a instalação do Fort Atacadista, empreendimento que enfrenta sucessivos obstáculos jurídicos e cuja inauguração é aguardada pela população.
Cobrança feita na Câmara ganha novo capítulo
A proximidade entre a cobrança de Valdeníria e a divulgação do documento chama a atenção. Entretanto, não há informação de que a ACEC tenha publicado a nota como resposta direta à vereadora, especialmente porque a parlamentar mencionou nominalmente outra entidade, a CDL.
O posicionamento da Associação Comercial representa uma manifestação formal em favor da busca de soluções institucionais, mas não equivale a um pedido de liberação imediata das obras nem a uma avaliação sobre os responsáveis pelos atrasos.
Depois de a ausência das entidades comerciais entrar no debate da Câmara, a ACEC decidiu tornar público seu posicionamento. Agora, resta saber se a manifestação será acompanhada de outras iniciativas para contribuir com a solução do impasse.
Leia mais em www.folhadecaceres.com.br
Siga @folhadecaceres
Folha de Cáceres — a verdade doa a quem doer.


