Decisão muda estratégia da Câmara e mantém foco na transparência dos atos do Legislativo
A Câmara Municipal de Cáceres revogou a licitação que previa a contratação de uma agência de publicidade pelo valor de até R$ 600 mil. A decisão foi tomada pelo presidente da Casa, vereador Flávio Negação, que optou por fortalecer a estrutura própria de comunicação do Legislativo.
Com a revogação do processo, o recurso que estava previsto para a contratação deixa de ficar comprometido com aquela licitação. A Câmara pretende utilizar sua própria estrutura, incluindo câmeras, equipamentos, site, redes sociais e YouTube, para divulgar as ações e os atos do Legislativo.
A medida segue uma estratégia de economia de recursos sem abrir mão da comunicação e da transparência.
Economia e investimento na própria estrutura
Mesmo buscando reduzir despesas, a gestão de Negação também vem investindo na estrutura de comunicação da Câmara.
A aquisição de câmeras e outros equipamentos permite que a própria Casa produza, registre e transmita suas sessões e atividades, ampliando o acesso da população às informações do Legislativo.
A lógica adotada é utilizar o dinheiro público de maneira mais eficiente: economizar na contratação de serviços que podem ser realizados pela própria estrutura da Câmara e investir naquilo que ficará como patrimônio e ferramenta permanente da instituição.
Segundo a gestão, medidas de economia também permitiram a devolução de recursos aos cofres da Prefeitura.
Transparência já vinha sendo destacada
A revogação também está alinhada a uma política de transparência que já vem sendo desenvolvida pela atual gestão.
Em 2025, Flávio Negação recebeu o Troféu Presidente Destaque da União dos Vereadores do Brasil (UVB), reconhecimento relacionado à gestão do Legislativo, com destaque para inovação e transparência.
A própria Câmara Municipal de Cáceres recebeu o Selo Diamante de Qualidade da Transparência Pública, concedido pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso, após anteriormente conquistar o Selo Ouro.
Agora, ao revogar uma licitação de até R$ 600 mil e fortalecer os próprios canais de comunicação, a Câmara afirma seguir nessa mesma direção: dar publicidade aos atos públicos, ampliar a transparência e, ao mesmo tempo, buscar economia dos recursos públicos.
Revogação não significa que nunca haverá contratação
A revogação deste processo também não significa que a Câmara esteja impedida de realizar uma contratação semelhante no futuro.
Caso a instituição entenda posteriormente que precisa de serviços especializados de publicidade ou comunicação, poderá avaliar uma nova contratação dentro das exigências legais.
Neste momento, porém, a escolha foi pela estrutura própria.
A decisão coloca em evidência uma questão simples: se a Câmara pode utilizar seus próprios equipamentos e profissionais para divulgar seus atos, fortalecendo uma estrutura permanente e economizando recursos, a opção merece ser considerada como uma medida de eficiência administrativa.
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