Águas do Pantanal rebate vídeo sobre hidrômetros e nega cobrança por entrada de ar na rede

Autarquia afirma que gravação divulgada nas redes sociais apresenta interpretação incorreta sobre o funcionamento dos medidores e diz que equipamento não registra consumo indevido durante falta d'água

A circulação de um vídeo nas redes sociais levantou dúvidas entre moradores de Cáceres sobre o funcionamento dos hidrômetros instalados pela Águas do Pantanal. Na gravação, o autor afirma que o equipamento continuaria registrando consumo mesmo durante a interrupção do abastecimento, atribuindo o suposto aumento na conta de água à entrada de ar na tubulação.

Diante da repercussão, a Águas do Pantanal publicou uma nota técnica esclarecendo que a interpretação apresentada no vídeo não corresponde ao funcionamento dos hidrômetros utilizados no sistema de abastecimento da cidade.

Autarquia explica funcionamento

Segundo a Águas do Pantanal, os hidrômetros são certificados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e funcionam a partir da passagem de água pelo mecanismo interno.

De acordo com a nota, quando ocorre a entrada de ar na tubulação, o comportamento do equipamento pode ser diferente do que é sugerido no vídeo. A autarquia afirma que, em determinadas situações, o medidor pode até girar em sentido contrário, reduzindo a leitura acumulada, e não aumentando o consumo registrado.

Compromisso com a transparência

Na manifestação oficial, a Águas do Pantanal informou que utiliza fundamentos de engenharia hidráulica e metrologia para garantir a precisão das medições e reafirmou o compromisso com a transparência no relacionamento com os consumidores.

A autarquia também orienta que moradores que tenham dúvidas sobre a leitura do hidrômetro ou suspeitem de irregularidades procurem os canais oficiais de atendimento para solicitar verificação técnica do equipamento.

Debate continua

O tema costuma gerar questionamentos em diversas cidades brasileiras, principalmente durante períodos de interrupção no abastecimento. Em Cáceres, o vídeo reacendeu a discussão nas redes sociais, levando a autarquia a emitir o esclarecimento oficial para evitar a disseminação de informações que, segundo ela, não refletem o funcionamento real dos hidrômetros.


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