O Governo Federal autorizou o prosseguimento da análise de três pedidos de pesquisa mineral em Cáceres, envolvendo ouro e mármore em áreas que somam aproximadamente 4.221 hectares localizados na faixa de fronteira entre Brasil e Bolívia.
A autorização foi publicada no Diário Oficial da União por meio de atos da Secretaria-Executiva do Conselho de Defesa Nacional (CDN), órgão vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.
Apesar da repercussão, a decisão não significa que a exploração mineral esteja liberada.
Na prática, o chamado assentimento prévio apenas permite que a Agência Nacional de Mineração (ANM) continue analisando os pedidos apresentados pela empresa J.M.A Comércio de Mármores Ltda., que pretende pesquisar a existência de reservas minerais na região.
As áreas abrangidas pelos pedidos possuem aproximadamente:
- 1.217 hectares;
- 1.514 hectares;
- 1.489 hectares.
Juntas, elas totalizam pouco mais de 4,2 mil hectares situados em Cáceres.
O que acontece agora?
Se a ANM entender que os estudos são tecnicamente viáveis, a empresa poderá receber autorização para realizar pesquisas geológicas no local.
Somente após a conclusão dessa etapa e de eventuais licenças ambientais poderá haver pedido de concessão de lavra, que é a autorização para extração comercial do minério.
Fronteira exige controle especial
Cáceres está inserida na faixa de fronteira brasileira, região considerada estratégica para a soberania nacional.
Por esse motivo, atividades ligadas à mineração, aquisição de terras e exploração de recursos naturais dependem de autorização especial prevista na Lei Federal nº 6.634/1979.
Debate promete crescer
A notícia deve reacender discussões sobre os impactos ambientais e econômicos da mineração na região.
Defensores da atividade argumentam que a pesquisa mineral pode atrair investimentos, gerar empregos e ampliar a arrecadação municipal.
Já ambientalistas costumam alertar para riscos relacionados ao desmatamento, aumento do tráfego pesado, assoreamento de rios e possíveis impactos sobre áreas sensíveis do Pantanal e comunidades tradicionais.
Por enquanto, porém, o que existe é apenas uma autorização para continuidade da análise dos processos.
Nenhuma escavadeira foi liberada, nenhum ouro poderá ser retirado e nenhuma licença de exploração foi concedida até o momento.
Leia mais em www.folhadecaceres.com.br
Siga @folhadecaceres
Folha de Cáceres – a verdade doa a quem doer.


