Brasil entre os piores no ranking mundial de Justiça; Jordânia, Namíbia e Ruanda aparecem à frente

O Brasil ocupa apenas a 78ª posição entre 143 países e jurisdições avaliados pelo World Justice Project (WJP) Rule of Law Index 2025, um dos principais indicadores internacionais sobre Estado de Direito, segurança jurídica e funcionamento das instituições públicas.

O levantamento analisa fatores como combate à corrupção, independência do Judiciário, respeito aos direitos fundamentais, transparência governamental, segurança pública e acesso da população à Justiça.

A colocação brasileira chama atenção por deixar o país atrás de diversas nações que muitos brasileiros dificilmente imaginariam ver em situação melhor no quesito segurança jurídica e funcionamento das instituições.

Entre os países que aparecem à frente do Brasil estão a Jordânia, a Namíbia, Ruanda, Botsuana e Gana, além de vizinhos sul-americanos como Uruguai e Chile.

Por outro lado, o Brasil ainda supera 65 países, entre eles a Venezuela, o Haiti, o Afeganistão, a Nicarágua, o Camboja e a República Democrática do Congo, que ocupam as últimas posições do ranking.

Os cinco países mais bem avaliados do mundo são:

  1. Dinamarca
  2. Noruega
  3. Finlândia
  4. Suécia
  5. Nova Zelândia

Segundo o World Justice Project, o Brasil apresenta desempenho especialmente ruim em indicadores relacionados à percepção de corrupção, eficiência da Justiça criminal, morosidade processual e limitações ao exercício do poder público.

O estudo avalia oito critérios principais:

  • Limites ao poder governamental;
  • Ausência de corrupção;
  • Governo aberto e transparente;
  • Direitos fundamentais;
  • Ordem e segurança;
  • Cumprimento regulatório;
  • Justiça civil;
  • Justiça criminal.

Na prática, o levantamento indica que o país está praticamente no meio da tabela mundial, com 77 nações apresentando melhores condições institucionais e apenas 65 registrando desempenho inferior ao brasileiro.

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