Proibição de ambulantes em evento gera reação na Câmara e respinga na gestão de Eliene

Uma decisão tomada no último fim de semana pelo secretário de Esportes de Cáceres acabou virando assunto dentro e fora da Câmara.

Durante um evento, foi proibida a atuação de vendedores ambulantes. Ficaram de fora quem vende espetinho, sorvete, água, pipoca, doces, bombom, trufa. Gente que, na prática, depende desse tipo de movimento para garantir renda.

A medida pegou mal.

Vereadores reagem e apontam irregularidade

Na sessão, vereadores se manifestaram de forma unânime contra a decisão.

O entendimento apresentado é direto. O secretário não teria competência legal para simplesmente proibir esse tipo de atividade.

Para que isso aconteça, seria necessário um ato formal, com respaldo jurídico, critérios definidos e, ainda assim, dentro de um trâmite administrativo.

Do jeito que foi feito, virou questionamento.

Decisão isolada e sem diálogo

Outro ponto levantado foi a forma.

A decisão teria sido tomada sem diálogo com o Legislativo e sem clareza de alinhamento com a própria prefeita Eliene Liberato.

E quando uma medida atinge diretamente o trabalhador informal, o impacto é imediato.

Quem estava ali para vender, simplesmente ficou sem alternativa.

Comparação que incomoda

Nas ruas, o comentário tomou outro rumo.

Muita gente passou a comparar a situação com episódios da gestão de Francis Maris, quando houve conflitos envolvendo ambulantes em espaços públicos.

A leitura popular não faz distinção técnica.

Não se fala “foi o secretário”.

Se fala “a prefeitura está fazendo”.

E é aí que o problema cresce.

Desgaste político desnecessário

A prefeita Eliene, que chegou ao cargo com uma votação expressiva, agora vê uma decisão administrativa virar desgaste político.

Principalmente porque o tema mexe com quem está na base da economia da cidade.

O trabalhador informal.

O que fica

Mais do que a proibição em si, o episódio levanta um alerta sobre forma e responsabilidade.

Decisões desse tipo, quando mal conduzidas, não ficam restritas ao gabinete.

Elas vão direto para a rua.

E quem paga o preço político, muitas vezes, não é quem decidiu.


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