Um dos principais programas sociais do governo Luiz Inácio Lula da Silva começa a dar sinais de desgaste.
O Gás do Povo, criado para garantir acesso ao botijão de 13 kg para famílias de baixa renda, entrou em zona de alerta. O motivo não é falta de demanda, é conta que não está fechando.
Preço sobe, repasse não acompanha
O Sindigás cobrou do Ministério de Minas e Energia a atualização urgente dos valores pagos às distribuidoras.
Segundo o setor, o preço do gás já subiu cerca de 16%, impulsionado pelo cenário internacional, especialmente após tensões envolvendo o Irã.
Só que o valor de ressarcimento pago pelo governo continua o mesmo.
Na prática, quem entrega o gás está começando a ficar no prejuízo.
Programa grande, problema maior
Hoje, o programa atende cerca de 15,5 milhões de famílias.
É uma política social de grande alcance, que mexe diretamente com a rotina de quem mais precisa.
Mas quando a base financeira começa a falhar, o risco é imediato.
Alerta direto: empresas podem sair
O recado do setor foi claro.
Se não houver correção nos valores, algumas empresas podem deixar de participar do programa.
E aí o problema deixa de ser técnico e vira social.
Porque não adianta ter voucher se não tiver quem entregue o gás.
Promessa encontra realidade
O Gás do Povo foi criado com um objetivo direto: garantir acesso ao básico.
Mas agora enfrenta um desafio clássico de política pública.
Prometer é uma coisa.
Sustentar financeiramente ao longo do tempo é outra bem diferente.
O que pode acontecer
Se o governo não ajustar os valores, o programa corre o risco de perder força.
E quem sente primeiro é quem está na ponta.
A família que depende do benefício.
No fim, a conta sempre chega
O cenário é simples.
O custo subiu, o repasse não.
E quando isso acontece, alguém paga a diferença.
A dúvida agora é quem vai segurar essa conta.
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