O Ministério Público Federal (MPF) instaurou procedimento administrativo para fiscalizar o curso de Medicina do Centro Universitário Estácio do Pantanal (FAPAN), em Cáceres, após a instituição obter nota 1 no Ename(d) 2025, o menor índice da escala de avaliação nacional.
A medida foi assinada pela procuradora da República Ludmila Bortoleto Monteiro e prevê a verificação das condições de ensino, especialmente no internato médico, estrutura prática, supervisão acadêmica e cumprimento das normas do Ministério da Educação (MEC).
Nota mínima acende alerta
A avaliação 1 é considerada desempenho insatisfatório e coloca o curso sob risco de supervisão mais rígida por parte do MEC. Entre as possíveis consequências estão:
Suspensão de novas vagas
Bloqueio de Fies e Prouni
Restrições ao ingresso de novos alunos
Acompanhamento técnico intensificado
A situação gerou preocupação não apenas no meio acadêmico, mas também entre famílias e estudantes que apostaram no curso oferecido na própria cidade.
Relatos de estudantes aumentam pressão
Nas redes sociais, circulam relatos de alunos que abriram mão de vagas em outras instituições, inclusive em universidades públicas, para permanecer em Cáceres, optando pela comodidade de estudar próximo à família e evitar custos elevados em outras cidades.
Alguns estudantes teriam deixado cursos com alta concorrência, acreditando que a qualidade da formação seria equivalente.
Agora, diante do resultado do Enamed, há frustração e sentimento de insegurança.
“Se soubessem que o curso teria avaliação tão baixa, muitos não teriam desistido das vagas que conquistaram fora”, comentou um estudante sob reserva.
Embora não haja decisão definitiva sobre sanções, o fato de o curso receber a nota mínima coloca a instituição sob holofotes.
Ensino médico exige padrão elevado
O MPF destacou que, apesar da autonomia universitária, é dever das instituições garantir qualidade de ensino, especialmente em cursos da área da saúde, que impactam diretamente a vida da população.
O internato médico, etapa final da formação, exige supervisão adequada, prática real e infraestrutura compatível com os padrões nacionais.
A fiscalização agora será oficial, com requisição de documentos e possíveis diligências técnicas.
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