“Gilmarlândia”? MT pode ganhar cidade em homenagem a Gilmar Mendes

Mato Grosso poderá ter, no futuro, um novo município com um nome que já está dando o que falar nos bastidores políticos: “Gilmarlândia”, em referência ao ministro do STF, Gilmar Mendes.

A proposta, que circula em meio a articulações envolvendo um grande produtor rural do estado — conhecido como “rei da soja” — prevê a criação de um novo município em território mato-grossense, e a homenagem ao ministro seria parte central da identidade da futura cidade.

A ideia, segundo informações divulgadas na imprensa estadual, ainda está em fase inicial e depende de uma série de requisitos legais, estudos de viabilidade econômica, delimitação territorial e aprovação política.

Como nasce um novo município?

A criação de um município no Brasil não é simples. Envolve:

  • Estudo de viabilidade econômica e administrativa;

  • Consulta à população da área envolvida (plebiscito);

  • Aprovação na Assembleia Legislativa;

  • Observância das regras federais sobre criação, incorporação ou desmembramento de municípios.

Ou seja, não basta vontade política: é necessário comprovar que a nova cidade teria arrecadação própria suficiente, estrutura mínima e sustentabilidade administrativa.

Homenagem polêmica?

A eventual escolha do nome “Gilmarlândia” já gera comentários. Gilmar Mendes é uma das figuras mais influentes e controversas do Judiciário brasileiro. Natural de Mato Grosso, ele tem forte ligação com o estado, o que pode ter motivado a sugestão.

No entanto, a proposta inevitavelmente divide opiniões. Para alguns, trata-se de reconhecimento a uma trajetória jurídica de destaque nacional. Para outros, pode soar como gesto político em meio a um cenário já polarizado.

Ainda é projeto

Até o momento, a ideia não significa que a cidade já esteja criada ou que o nome esteja oficialmente definido. Trata-se de uma articulação que ainda precisaria passar por várias etapas formais antes de qualquer consolidação.

Se avançar, Mato Grosso poderá ganhar um novo município — e, possivelmente, um dos nomes mais inusitados da história recente do estado.

A discussão promete render.


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