Um influencer, conhecido por produzir vídeos com tom jornalístico nas redes sociais, foi conduzido ao SISC na noite desta segunda-feira (29), após ser acusado de desacato a servidores públicos dentro da UPA de Cáceres. As informações iniciais sobre a ocorrência também foram divulgadas pelo Cáceres Urgente.
O caso envolve denúncias de filmagens indevidas, exposição de pacientes, ofensas direcionadas a profissionais da saúde e conflitos recorrentes no ambiente hospitalar.
De acordo com boletim de ocorrência, o solicitante, um enfermeiro de 29 anos que atua na unidade, relatou que o comunicador, vem frequentando a UPA nos últimos dias realizando gravações e publicações nas redes sociais. Segundo o profissional de saúde, os vídeos expõem pacientes e servidores e incentivam usuários do sistema a confrontar a equipe médica e de enfermagem, contribuindo para um ambiente de tensão e hostilidade dentro da unidade.
Ainda conforme o registro, o comportamento teria se tornado rotineiro. Nesta data, o suspeito teria publicado vídeos com injúrias direcionadas ao enfermeiro, utilizando termos ofensivos e atribuindo a ele declarações falsas, como a suposta orientação para que pacientes buscassem atendimento na rede privada.
O servidor afirmou que esse tipo de conteúdo tem gerado episódios de hostilidade dentro da unidade, citando inclusive um caso ocorrido no dia 26 de dezembro, quando familiares de um paciente teriam desacatado profissionais da UPA, fato já registrado anteriormente na Polícia Civil.
Diante da situação, o enfermeiro comunicou o ocorrido ao secretário municipal de Saúde, Cláudio Henrique Donatoni, e, com apoio da Polícia Militar, seguiu até o SISC para formalizar a ocorrência. O secretário acompanhou o procedimento durante o registro.
Foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) contra o suspeito pelo crime de desacato. Ele foi ouvido e liberado, e o caso será encaminhado à Justiça. O crime prevê pena de até dois anos de detenção, conforme a legislação vigente.
O episódio reacende o debate sobre os limites entre liberdade de expressão, produção de conteúdo digital e o respeito ao funcionamento de serviços essenciais, especialmente em ambientes sensíveis como unidades de saúde.
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