Carlos Fávaro, Jayme Campos e Wellington Fagundes votaram a favor da proposta que amplia a integração entre União, estados e municípios no combate ao crime organizado.
Os três senadores de Mato Grosso apoiaram a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, aprovada pelo Senado Federal nesta terça-feira (3). Carlos Fávaro (PSD), Jayme Campos (União Brasil) e Wellington Fagundes (PL) votaram favoravelmente ao texto, que busca fortalecer a atuação conjunta das forças de segurança no país.
A proposta foi aprovada em primeiro turno por 73 votos favoráveis e nenhum contrário. No segundo turno, recebeu 75 votos a favor, também sem votos contrários, e agora segue para promulgação.
A PEC prevê a ampliação da cooperação entre União, estados, Distrito Federal e municípios no enfrentamento ao crime organizado. Entre as medidas estão o fortalecimento do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), a integração de informações e o endurecimento de regras contra organizações criminosas, facções e milícias.
O texto também prevê mudanças nas atribuições de órgãos de segurança, incluindo a ampliação da atuação da Polícia Rodoviária Federal para ferrovias e hidrovias federais, além de medidas para fortalecer o financiamento da segurança pública.
Apesar do apoio unânime à PEC, os senadores de Mato Grosso tiveram posições diferentes em uma votação anterior, que definiu a separação das propostas relacionadas à redução da maioridade penal. Carlos Fávaro e Jayme Campos votaram a favor da separação, enquanto Wellington Fagundes votou contra. O requerimento foi aprovado por 38 votos a 36, com uma abstenção.
Com a decisão, a redução da maioridade penal ficou fora do texto principal da PEC e deverá ser discutida separadamente. A medida permitiu que a proposta de segurança pública avançasse sem a inclusão desse tema, que provocou divergências entre os parlamentares.
A aprovação representa um passo importante na reorganização das políticas de segurança pública, mas os efeitos práticos dependerão da implementação das novas regras e da capacidade de integração entre os governos e as instituições responsáveis pelo combate à criminalidade.
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