Alcolumbre pode colocar anistia a Bolsonaro na mesa para garantir apoio da direita à reeleição no Senado

Presidente do Senado estaria disposto a discutir perdão aos condenados pelo 8 de Janeiro, mas não há acordo fechado nem confirmação de que a proposta será pautada.


O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), estaria articulando uma aproximação com setores da direita para viabilizar sua reeleição ao comando da Casa, prevista para fevereiro de 2027. Entre as possibilidades discutidas nos bastidores está a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.


Segundo informações publicadas pela imprensa nacional, Alcolumbre considera apoiar uma solução que envolva anistia aprovada pelo Congresso ou indulto presidencial. A movimentação seria parte de uma tentativa de reduzir as tensões entre Legislativo, Executivo e Supremo Tribunal Federal (STF), além de conquistar apoio de parlamentares da oposição.


A iniciativa também teria peso na disputa pela presidência do Senado. Alcolumbre enfrenta resistências de setores bolsonaristas, que avaliam lançar candidatura própria e defendem pautas como a anistia ampla aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro.


Apesar das informações sobre as conversas, não há confirmação de um acordo fechado nem de que um projeto de anistia será efetivamente colocado em votação. O senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), confirmou ter conversado com Alcolumbre sobre pacificação política, mas negou à CNN que o diálogo tenha tratado de anistia ou indulto.


É importante distinguir as duas possibilidades: a anistia depende de aprovação de uma lei pelo Congresso Nacional, enquanto o indulto é concedido pelo presidente da República. São medidas juridicamente diferentes e sujeitas a questionamentos sobre sua constitucionalidade.


A movimentação revela como o futuro dos condenados pelo 8 de Janeiro pode voltar ao centro das negociações políticas em Brasília. A questão agora é saber se o discurso de pacificação se transformará em uma proposta concreta e se haverá votos suficientes para fazê-la avançar.


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