Vereador Pacheco denuncia falta de fraldas para recém-nascidos e faz críticas à gestão da AGIR no Hospital Regional de Cáceres

Parlamentar classificou a administração como a pior que a unidade já teve, relatou possível reaproveitamento de fraldas geriátricas e afirmou estar sendo ameaçado para não levar as denúncias adiante.


O vereador Pacheco fez duras críticas à administração da Associação de Gestão, Inovação e Resultados em Saúde (AGIR), responsável pela gestão do Hospital Regional de Cáceres e da Unidade II, antigo Hospital São Luiz. Durante pronunciamento na Câmara Municipal, o parlamentar apontou problemas que, segundo ele, comprometem o atendimento aos pacientes.


Pacheco classificou a atual administração como a pior que o Hospital Regional já teve e relatou uma situação preocupante envolvendo a falta de fraldas para recém-nascidos. Segundo o vereador, chegaram até ele relatos de que fraldas geriátricas estariam sendo cortadas para serem utilizadas em bebês, devido à falta de material apropriado para os recém-nascidos.


A denúncia, caso confirmada, levanta preocupações sobre o abastecimento de insumos básicos e as condições de atendimento aos pacientes mais vulneráveis. Até o momento, porém, não há confirmação independente sobre a falta de fraldas infantis nem sobre o procedimento relatado pelo parlamentar.


Durante sua fala, Pacheco também afirmou que estaria sofrendo ameaças para não levar as denúncias adiante. O relato acrescenta um novo elemento à cobrança por esclarecimentos sobre o funcionamento das unidades hospitalares, mas não foram apresentados, na transcrição disponibilizada, detalhes sobre a origem ou a natureza das supostas ameaças.


A gestão da AGIR nos hospitais de Cáceres já está sob questionamentos públicos. Em maio deste ano, o Tribunal de Contas de Mato Grosso anunciou uma inspeção após receber denúncias envolvendo falta de insumos, atrasos de pagamentos e dificuldades na realização de exames e cirurgias. Em outra frente, o Ministério Público Estadual ajuizou ação civil pública relacionada a problemas na assistência hospitalar e à falta de medicamentos e materiais. Essas apurações anteriores não confirmam, por si só, as novas denúncias apresentadas pelo vereador.


A gravidade das declarações exige esclarecimentos da direção da AGIR e da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), responsáveis pela gestão e fiscalização dos serviços. É necessário verificar se há falta de fraldas para recém-nascidos, quais medidas estão sendo tomadas para garantir o abastecimento e se houve alguma orientação para utilizar materiais destinados a outros públicos.


A Folha de Cáceres não teve acesso, até a conclusão deste texto, a uma manifestação da AGIR sobre as declarações específicas de Pacheco. O espaço permanece aberto para que a organização e a Secretaria de Estado de Saúde apresentem seus esclarecimentos.


O caso reforça a importância de fiscalização permanente em uma unidade que atende pacientes de Cáceres e de outros municípios da região Oeste de Mato Grosso. Quando a denúncia envolve insumos básicos para recém-nascidos e possíveis ameaças a um agente público, a população precisa de respostas claras, apuração responsável e providências, caso as irregularidades sejam confirmadas.

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