Ex-prefeito assumiu presidência da AZPEC em junho com missão de atrair empresas e resolver gargalo de energia; houve prospecção e negociações, mas instalação efetiva ainda não foi anunciada
Quando Francis Maris assumiu oficialmente a presidência da Administradora da ZPE de Cáceres, em 2 de junho, a missão anunciada era clara: atrair as primeiras indústrias para o complexo e enfrentar o problema da infraestrutura energética.
Passados pouco mais de quatro meses, a pergunta que começa a surgir é simples:
quando a ZPE finalmente vai transformar estrutura pronta em indústria funcionando e emprego?
Até agora, não foi anunciada a entrada em operação de uma nova indústria dentro do complexo.
Isso, porém, não significa que absolutamente nada tenha sido feito.
No dia 1º de outubro, a própria AZPEC informou que já havia contatado mais de mil empresas em busca de investidores e que quatro propostas estavam em negociação. Nenhuma delas, entretanto, havia sido anunciada como efetivamente instalada e operando.
Em setembro, representantes da Receita Federal também estiveram na ZPE para alinhar procedimentos de importação e exportação e preparar as futuras operações industriais.
Além disso, está previsto para 14 de outubro, na Fiemt, em Cuiabá, um seminário destinado justamente a apresentar a ZPE a empresários e investidores.
A EXPECTATIVA AGORA É POR RESULTADO CONCRETO
Quando assumiu, Francis afirmou que não seria possível convidar indústrias sem antes garantir capacidade energética adequada para atendê-las. A energia foi apresentada como o principal gargalo da nova gestão.
Portanto, quatro meses depois, existe movimentação: prospecção, reuniões, negociação com empresas e preparação aduaneira.
O que ainda falta é justamente aquilo que a população mais espera:
empresa instalada, produção acontecendo e emprego sendo gerado.
A ZPE de Cáceres atravessou décadas entre projetos, obras, promessas e inaugurações.
Agora, com a estrutura pronta e uma nova administração, a cobrança naturalmente muda de fase.
Já não basta falar sobre o potencial da ZPE.
Cáceres quer começar a enxergar esse potencial funcionando.
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