Erro de português em arte de divulgação chama a atenção nas redes sociais e reacende discussão sobre o uso da inteligência artificial sem revisão humana.
A Prefeitura de Cáceres lançou uma operação tapa-buraco para melhorar as condições das ruas da cidade. No entanto, antes mesmo de o serviço ganhar destaque, um detalhe na divulgação acabou chamando a atenção dos moradores e virou assunto nos grupos de WhatsApp: o tapa-buraco se transformou em “taba-buraco”.
O primeiro slide da campanha apresenta corretamente o nome da operação. Entretanto, a partir do segundo, a palavra “tapa” aparece escrita como “taba”, trocando a letra P pela B e criando uma expressão que rapidamente despertou comentários.
O erro, embora aparentemente simples, chama a atenção por estar presente em um material de comunicação institucional, produzido justamente para divulgar uma ação da administração municipal.
Inteligência artificial facilita, mas não substitui a conferência
Uma das possibilidades levantadas é que a arte tenha sido produzida com auxílio de inteligência artificial, tecnologia cada vez mais utilizada na criação de imagens, textos e materiais publicitários. Entretanto, não há confirmação de que a Prefeitura tenha utilizado essa ferramenta na produção da campanha.
A inteligência artificial pode ser uma excelente aliada na comunicação, economizando tempo e oferecendo recursos que antes exigiam ferramentas especializadas. O problema começa quando ela deixa de ser utilizada como apoio e passa a substituir completamente a revisão e o cuidado humano.
Ferramentas de geração de imagens, por exemplo, ainda podem apresentar erros na reprodução de palavras e frases, inclusive em materiais visualmente bem produzidos. Por isso, conferir o resultado antes da publicação continua sendo indispensável.
Quando a tecnologia é boa, mas a revisão falha
O episódio serve como exemplo de um fenômeno cada vez mais comum. Pessoas, empresas e órgãos públicos estão adotando a inteligência artificial para produzir praticamente tudo, desde textos simples até campanhas completas. Mas a rapidez da tecnologia não elimina a responsabilidade de quem publica.
E aqui está a ironia: a Prefeitura lançou uma operação para corrigir buracos nas ruas, mas acabou deixando passar um erro na própria divulgação.
É claro que um erro ortográfico não diminui a importância dos reparos no asfalto, serviço necessário e cobrado há muito tempo pela população. Entretanto, quando a comunicação é oficial, o cuidado com as informações e com a apresentação também faz parte do trabalho.
No fim das contas, a história do “Taba-Buraco” deixa uma lição que vale para qualquer pessoa que utiliza inteligência artificial: a ferramenta pode ajudar a criar, escrever e produzir, mas ainda é necessário alguém para conferir o resultado.
Afinal, inteligência artificial pode até fazer a arte, mas a responsabilidade de revisar continua sendo humana.
Nota de apuração: o erro nos slides foi relatado à reportagem, mas não foi possível localizar publicamente a sequência original para verificá-lo de forma independente. Também não há confirmação de uso de inteligência artificial na produção da arte.
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