Ter um deputado estadual politicamente identificado com uma cidade ou região pode fazer diferença na disputa por investimentos públicos. Levantamento da Folha de Cáceres, com dados do Painel de Emendas do eh fonte, elaborado a partir do Portal da Transparência de Mato Grosso, mostra que cada deputado estadual teve cerca de R$ 25,7 milhões em emendas individuais em 2025. A comparação entre os recursos identificados para Cáceres e aqueles destinados às principais bases políticas dos parlamentares pesquisados revela uma diferença muito grande.
Os números ajudam a dimensionar
essa distância. O Deputado Valmir Moretto teve R$ 10,2 milhões identificados para Pontes e
Lacerda e apenas R$ 200 mil para Cáceres. O Deupado Faissal Calil aparece com R$ 5,68 milhões para Cuiabá e R$ 200 mil para Cáceres. Max Russi, por sua vez, teve R$ 2,05
milhões identificados para Jaciara, enquanto Cáceres recebeu R$ 150 mil do deputado. O mesmo
padrão aparece, em diferentes proporções, entre os demais parlamentares
analisados.
Na prática, dentro desse recorte, para cada R$ 1 identificado em Cáceres, aproximadamente R$ 10,38 aparecem nas bases políticas pesquisadas. A diferença mostra como a presença política e os vínculos regionais podem pesar na disputa pela destinação dos recursos públicos.
Isso não significa que Cáceres
teria direito automático aos mesmos valores. Deputados estaduais representam
todo Mato Grosso e suas emendas atendem municípios, instituições e demandas
distintas. Entretanto, os números ajudam a demonstrar uma realidade política:
cidades e regiões onde parlamentares mantêm vínculos mais fortes de atuação
podem receber parcelas expressivas dos recursos identificados no levantamento.
O próprio comparativo original já apontava essa relação entre presença
política, articulação e destinação de recursos.
Para Cáceres e a Região Oeste, portanto,
o levantamento coloca no centro do debate a importância da representatividade
regional. Enquanto milhões de reais aparecem destinados às bases pesquisadas
dos deputados, Cáceres recebe parcelas muito menores de recursos que poderiam
contribuir para saúde, infraestrutura, educação e desenvolvimento.
Mais do que discutir nomes ou
partidos, os dados permitem uma pergunta objetiva ao eleitor: qual é o custo
político e econômico para Cáceres e para a Região Oeste de não contar com uma
representação estadual fortemente vinculada aos seus interesses e demandas?
Fonte.: EH FONTE
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