Avanço de candidatas conservadoras chama atenção no Senado, mas resultado nacional mostra mulheres eleitas em diferentes campos políticos
A eleição de 2026 trouxe um dado que chama atenção: mulheres de partidos de direita e centro-direita conquistaram espaço importante no Senado, inclusive com nomes como Michelle Bolsonaro, Bia Kicis e Carol de Toni entre as eleitas.
Isso alimentou uma provocação que começou a circular após as urnas:
“A direita elegeu mais mulheres do que o feminismo?”
A frase é forte, mas precisa ser entendida com cuidado.
“Feminismo” não é um partido político nem uma federação eleitoral. Portanto, não existe uma coluna oficial da Justiça Eleitoral que permita simplesmente comparar “direita” contra “feminismo”.
O que os resultados mostram é que a presença feminina cresceu também entre candidaturas conservadoras, quebrando a ideia de que representação feminina esteja restrita à esquerda.
No Senado, 12 mulheres foram eleitas entre as 54 vagas renovadas, e uma parcela relevante delas veio de partidos identificados com a direita e o centro-direita.
O que a eleição mostrou, de fato, é que a representação feminina deixou de ser uma pauta associada a apenas um campo ideológico.
Mulheres ampliaram presença nas urnas.
E talvez esse seja o dado mais interessante da eleição.
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