Wellington Fagundes defende afastamento de Alexandre de Moraes e pede julgamento “às claras”

Senador afirma apoiar impeachment do ministro desde 2024 e diz que novas mensagens envolvendo Daniel Vorcaro reforçam necessidade de apuração

O senador e candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) voltou a defender o afastamento do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a divulgação de mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular do empresário Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master.

Em declaração divulgada nesta segunda-feira (7), Fagundes afirmou que já defendia o impeachment de Moraes desde 2024 e disse ter assinado novamente um requerimento sobre o tema, liderado pela senadora Damares Alves (Republicanos).

“Desde 2024, defendi o impeachment do ministro Alexandre de Moraes. E novamente já assinei um requerimento”, afirmou o senador. Segundo ele, o ministro teria excedido suas atribuições em alguns aspectos.

“Deveria se afastar”

Fagundes defendeu que Moraes se afaste para que os fatos envolvendo o ministro possam ser analisados com tranquilidade e transparência.

“Eu penso que no mínimo ele deveria se afastar para que pudesse ser julgado tudo e com serenidade as coisas serem claras”, declarou.

A manifestação ocorre depois que mensagens extraídas do celular de Vorcaro vieram a público. Segundo reportagem citada pelo MidiaNews, uma das mensagens teria sido enviada pelo empresário a Moraes em 15 de novembro de 2025, dois dias antes de sua prisão. Na mensagem, Vorcaro perguntaria ao ministro se deveria deixar o país na segunda-feira.

A existência das mensagens, por si só, não estabelece irregularidade ou crime, mas passou a ser utilizada por críticos do ministro para defender uma apuração mais ampla sobre a relação entre as partes.

“O grande tem direito e o pequeno fica sofrendo”

Ao comentar o episódio, Wellington Fagundes afirmou que a situação também levanta uma discussão sobre igualdade de tratamento perante a Justiça.

“O que o cidadão não aceita é que o grande tem direito e o pequeno fica sofrendo”, disse o senador.

A declaração ocorre em meio a uma série de questionamentos públicos sobre as relações envolvendo autoridades, o Banco Master e pessoas que mantiveram contato com Daniel Vorcaro.

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