Trabalhadores aderiram ao movimento nacional após negociações terminarem sem acordo; principal impasse envolve o plano de saúde
Os trabalhadores dos Correios em Mato Grosso aderiram à greve nacional iniciada na noite desta quinta-feira (10). A paralisação ocorre por tempo indeterminado e foi aprovada em assembleias realizadas em praticamente todo o país.
Segundo a Federação dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (Findect), a paralisação começou às 22h de quinta-feira e representa uma nova etapa da campanha salarial da categoria, depois que as negociações entre trabalhadores e empresa terminaram sem acordo.
Ao todo, além de Mato Grosso, outras 34 assembleias aprovaram a paralisação.
Plano de saúde é um dos principais pontos de conflito
Entre os principais motivos apresentados pelos trabalhadores está a discussão sobre o plano de saúde dos empregados dos Correios, o Saúde Correios.
Segundo a Findect, a categoria está preocupada com uma proposta que altera a participação da empresa na manutenção do plano e afirma que a mudança pode trazer impactos para o custeio da assistência médica de trabalhadores, aposentados e seus familiares.
A federação afirma ainda que a decisão pela greve ocorreu depois de sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação realizadas pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Os trabalhadores defendem uma proposta que preserve direitos e garanta a manutenção do plano de saúde.
Atendimento pode ser afetado
Com a adesão dos funcionários de Mato Grosso, o movimento pode provocar alterações no funcionamento das agências e na prestação de serviços dos Correios no Estado.
Em cidades como Cáceres, a população deve ficar atenta ao funcionamento das unidades durante a paralisação e a eventuais alterações nos prazos de entrega de correspondências e encomendas.
Até o momento, não há uma data definida para o encerramento da greve. O movimento foi aprovado por tempo indeterminado e poderá terminar conforme houver avanço nas negociações entre os trabalhadores e a direção dos Correios.
A categoria afirma que pretende continuar pressionando por uma solução que preserve os direitos dos funcionários e garanta condições adequadas de trabalho.
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