Grandes shows, parque lotado e público comparecendo em peso marcaram a festa; mas quem resolveu matar a fome precisou abrir a carteira — e bastante
A 56ª ExpoCáceres mostrou que o cacerense gosta de festa.
Grandes nomes no palco, parque cheio, milhares de pessoas circulando e uma movimentação que há tempos a cidade não via dessa maneira.
A festa está bonita.
Agora, se bater aquela fominha no meio do show, é bom verificar primeiro se o limite do cartão também está bonito.
Segundo valores encontrados e informações recebidas pela Folha de Cáceres, um simples pastel chega a R$ 25. Crepes e outros lanches também circulam aproximadamente nessa faixa de preço.
Nada demais.
Principalmente se você estiver sozinho.
Porque se estiver em uma família de quatro pessoas e todo mundo resolver cometer a extravagância gastronômica de comer um pastel, são apenas:
R$ 100.
Sem bebida.
QUATRO PASTÉIS, QUATRO BEBIDAS E R$ 152 FORAM EMBORA
Segundo informações repassadas à reportagem, bebidas são encontradas a partir de aproximadamente R$ 13, dependendo do produto e do ponto de venda.
Então vamos fazer uma conta sem luxo algum.
Quatro pessoas.
Quatro pastéis de R$ 25.
Quatro bebidas de R$ 13.
Total: R$ 152.
Não teve jantar.
Não teve sobremesa.
Não teve segunda rodada.
Foi só aquela paradinha básica porque alguém teve a infeliz ideia de sentir fome.
Evidentemente, os preços podem variar entre os diferentes comerciantes e produtos oferecidos no parque. Os valores citados nesta matéria são aqueles encontrados ou relatados à Folha e não significam que todos os estabelecimentos pratiquem exatamente os mesmos preços.
Mas uma coisa ficou perceptível: comer e beber dentro da festa não está exatamente acessível a qualquer bolso.
PELO MENOS A FESTA ESTÁ BOA
E seria injusto transformar isso numa crítica à ExpoCáceres inteira.
Porque, tirando o pequeno detalhe de talvez precisar consultar o gerente do banco antes de pedir o segundo pastel, a festa está movimentada.
Muito movimentada.
A presença do público foi tão grande que determinados espaços ficaram praticamente intransitáveis em alguns momentos.
A pista recebeu uma multidão, enquanto os setores mais reservados também ficaram extremamente cheios.
Aliás, aconteceu uma situação curiosa.
A busca de parte do público por espaços teoricamente mais confortáveis e reservados parece ter provocado justamente o contrário: quanto mais gente tentou fugir da muvuca, mais muvuca apareceu nos espaços reservados.
Enquanto isso, a pista também estava tomada.
Ou seja: quem queria tranquilidade escolheu o lugar reservado.
Junto com todo mundo que também queria tranquilidade.
Resultado?
Ninguém ficou sozinho.
UMA EXPO DE GRANDES NOMES — E DE GRANDES PREÇOS
No palco, a ExpoCáceres apostou em atrações nacionais e levou muita gente ao Parque de Exposições.
E isso precisa ser reconhecido.
O problema é que uma festa popular não termina na entrada do parque. Famílias permanecem durante horas no evento e, inevitavelmente, em algum momento alguém vai querer água, refrigerante, cerveja ou alguma coisa para comer.
É aí que R$ 25 deixa de parecer apenas “o preço de um pastel”.
Para uma pessoa, são R$ 25.
Para quatro, R$ 100.
Acrescente as bebidas e uma família pode ultrapassar R$ 150 em poucos minutos.
Se consumir novamente durante a noite, faça as contas — ou talvez seja melhor nem fazer.
No fim, a 56ª ExpoCáceres está cheia, movimentada e com grandes atrações.
A população compareceu.
A pista lotou.
Os espaços reservados lotaram.
Os comerciantes estão trabalhando.
E os shows movimentaram Cáceres.
Só tem um conselho para quem ainda pretende aproveitar os próximos momentos da festa:
vá com fome de diversão.
Porque, se for com fome de pastel, leve o cartão.
Leia mais em www.folhadecaceres.com.br
Siga @folhadecaceres
Folha de Cáceres – a verdade doa a quem doer.


