Dr. Leonardo tenta barrar divulgação de Irajá sofre revés na Justiça Eleitoral

Representação de Dr. Leonardo contra influenciadoras que apoiam o candidato é rejeitada em pedido de liminar por falta de provas

A disputa eleitoral em Cáceres começa a ganhar contornos cada vez mais acirrados — e, desta vez, uma tentativa de limitar a exposição de um dos candidatos acabou esbarrando na Justiça Eleitoral.

O candidato Dr. Leonardo (Republicanos) apresentou representação contra Irajá Lacerda (PSD), alegando que duas influenciadoras digitais estariam sendo utilizadas para promover o candidato e provocar desequilíbrio na disputa eleitoral em Cáceres.

A estratégia, porém, não prosperou no primeiro round.

O juiz auxiliar da propaganda do TRE-MT, Flávio Fraga e Silva, negou a liminar solicitada por Dr. Leonardo. Na avaliação do magistrado, não foram apresentados elementos concretos que demonstrassem a existência de propaganda paga ou outra irregularidade.

O ponto central da representação era justamente a suspeita de que as publicações das influenciadoras teriam sido contratadas. O problema é que, segundo a decisão, a acusação não veio acompanhada de provas.

O magistrado foi direto ao afirmar que a suposta violação à legislação eleitoral precisa ser comprovada e que, naquele momento, o que havia era apenas uma insinuação de que as publicações seriam pagas.

Tentou parar, mas não conseguiu

Politicamente, o episódio chama atenção porque ocorre justamente quando a disputa eleitoral começa a esquentar em Cáceres.

As redes sociais se transformaram em uma das principais vitrines dos candidatos e, diante do crescimento da exposição de determinados nomes, a tentativa de questionar ou limitar essa presença também passou a fazer parte da disputa.

No caso, entretanto, a tentativa de conseguir uma decisão rápida contra Irajá acabou frustrada.

Além de não identificar, neste momento, elementos suficientes para conceder a liminar, o juiz também observou que Dr. Leonardo não conseguiu demonstrar que as influenciadoras não fossem simplesmente militantes ou apoiadoras espontâneas da candidatura de Irajá.

A eleição ainda está só começando

A decisão não encerra definitivamente o processo. Irajá e as influenciadoras ainda serão notificadas para apresentar suas respostas e, posteriormente, o Ministério Público Eleitoral deverá se manifestar antes do julgamento do mérito.

Mas, por enquanto, o resultado é claro: a tentativa de obter uma liminar para interromper ou restringir as publicações não foi aceita pela Justiça Eleitoral.

E fica o cenário político: enquanto alguns candidatos procuram ampliar sua presença e conquistar espaço, outros já começam a recorrer à Justiça para questionar a movimentação dos adversários.

Em eleição, quando a disputa começa a sair da propaganda e chegar aos tribunais, é sinal de que a briga pelo voto está ficando séria.

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