PL aperta prefeitos infiéis, mas em Cáceres a régua parece ser outra

Enquanto direção estadual repreende prefeitos que apoiam candidato de fora da chapa, situação envolvendo vereador de Cáceres chama atenção pelo silêncio

O comando estadual do PL parece ter deixado claro que fidelidade partidária tem peso na eleição deste ano.

Segundo o RDNews, três prefeitos filiados ao partido foram repreendidos depois de declararem apoio à candidatura de outro nome ao Governo de Mato Grosso. Um deles, inclusive, pediu desfiliação após ser alertado de que poderia ser expulso da legenda. Outro decidiu se licenciar e um terceiro estaria sob pressão para deixar o partido.

A justificativa é simples: o PL tem candidatura própria ao Governo e não estaria disposto a ver seus principais filiados fazendo campanha aberta para um adversário.

Até aí, tudo dentro da lógica partidária.

Mas a situação começa a ficar curiosa quando se olha para Cáceres.

Por aqui, um vereador do PL (Pastor Júnior), além de não acompanhar o projeto eleitoral de um correligionário do próprio partido, Jerônimo Gonçalves, também aparece politicamente alinhado a Beto 2 a 1, que pertence a outra legenda.

Ou seja: enquanto prefeitos do PL em outras cidades estão sendo chamados às falas por apoiar candidato diferente daquele escolhido pelo partido, em Cáceres a situação parece seguir outro caminho.

E aí fica a pergunta inevitável:

Será que a fidelidade partidária vale para todos ou depende do tamanho do peixe?

Porque, pelo que se observa, quando o assunto envolve prefeito, o PL parece ter uma preocupação enorme com a disciplina partidária. Já quando a questão chega ao vereador — o chamado “peixe pequeno” — a temperatura aparentemente baixa.

É claro que cada caso pode ter suas particularidades e que cabe à direção partidária explicar quais critérios utiliza para cobrar seus filiados.

Mas politicamente, a diferença de tratamento chama atenção.

Afinal, se a regra é que o filiado deve defender os candidatos do próprio partido, seria interessante saber onde termina a liberdade política do vereador e começa a obrigação de fidelidade à legenda.

Enquanto isso, Cáceres segue assistindo de camarote.

E talvez o mais curioso nem seja o vereador apoiar outro candidato.

O curioso é o silêncio de quem, em outros municípios, parece estar bem menos tolerante com esse tipo de comportamento.

Leia mais em www.folhadecaceres.com.br
Siga @folhadecaceres
Folha de Cáceres – a verdade doa a quem doer.



Postagem Anterior Próxima Postagem