A meningite continua avançando em Mato Grosso e já preocupa autoridades de saúde. Dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) mostram que o Estado contabiliza 60 casos confirmados da doença em 2026, sendo quatro deles em Cáceres.
Embora o município não tenha registrado mortes pela doença neste ano, a confirmação dos casos acende um alerta, principalmente porque a meningite pode evoluir rapidamente e deixar sequelas graves quando não diagnosticada a tempo.
Cuiabá lidera o número de ocorrências, com 15 casos confirmados, seguida por Rondonópolis, com seis, Várzea Grande, com cinco, e Cáceres e Sorriso, ambas com quatro registros.
Ao todo, Mato Grosso já contabiliza nove mortes causadas pela doença. Os óbitos foram registrados em Sinop, Cuiabá, Glória d'Oeste, Juscimeira, Sorriso, Tangará da Serra, Vila Bela da Santíssima Trindade e outros municípios.
Quem está sendo mais atingido?
Os dados da SES apontam que os grupos mais afetados são crianças menores de um ano e pessoas entre 50 e 64 anos, com 11 casos confirmados em cada faixa etária.
Também chamam atenção os números entre crianças de 5 a 9 anos, com oito diagnósticos, adolescentes de 10 a 14 anos, com sete casos, e jovens de 15 a 19 anos, com seis confirmações.
O que é meningite?
A meningite é uma inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Ela pode ser causada por vírus, bactérias, fungos ou outros agentes infecciosos.
A forma bacteriana costuma ser a mais grave e exige atendimento médico imediato.
Entre os principais sintomas estão:
- Febre alta;
- Dor de cabeça intensa;
- Rigidez na nuca;
- Sonolência excessiva;
- Vômitos;
- Sensibilidade à luz;
- Convulsões, em casos mais severos.
Em bebês, os sinais podem ser diferentes, incluindo irritabilidade, dificuldade para mamar, choro persistente e moleira elevada.
Vacinação continua sendo a principal proteção
Especialistas reforçam que a vacinação continua sendo a forma mais eficaz de prevenção contra diversos tipos de meningite.
A Secretaria Estadual de Saúde informa que todos os casos suspeitos são de notificação obrigatória e passam por investigação para identificação do agente causador e adoção de medidas de controle.
Apesar de Cáceres ainda apresentar número relativamente baixo de confirmações, a presença de quatro casos demonstra que a doença está circulando na região e exige atenção da população, especialmente com crianças pequenas e idosos.
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