A vereadora Magaly Silva conseguiu na Justiça o direito de retornar ao cargo na Câmara Municipal de Cáceres, após ter o pedido negado administrativamente.
A decisão, ainda liminar, determinou o reassumo imediato — e foi cumprida pela presidência da Casa.
Mas o caso vai além de uma simples questão administrativa.
O que aconteceu
Magaly havia se afastado do cargo de vereadora para assumir função no Executivo municipal.
Posteriormente, pediu exoneração do cargo de secretária e teria relação com uma possível intenção de disputar uma vaga como deputada federal.
Onde surgiu o problema
Depois de pedir a licença e já com o afastamento em andamento, a vereadora tentou retornar antes do prazo inicialmente definido.
A presidência da Câmara, comandada por Flávio Negação, negou o retorno antecipado, alegando necessidade de cumprir o Regimento Interno e manter a segurança jurídica, inclusive em relação ao suplente que já havia sido convocado.
Diante disso, ela recorreu à Justiça.
E conseguiu voltar.
Qual era o risco
Aqui está o ponto que gerou toda a tensão.
Em situações como essa, quando há afastamento, exoneração e movimentação política envolvida, existe um risco real:
Se a vereadora não conseguisse retornar ao cargo dentro das regras legais e dos prazos corretos, ela poderia perder o mandato.
Ou seja…
poderia ficar sem o cargo de vereadora e, ao mesmo tempo, fora da função que ocupava no Executivo.
Um cenário de prejuízo político considerável.
Movimento arriscado
Sem afirmar irregularidade, o episódio mostra que houve uma movimentação delicada.
Mudanças de decisão, ajustes de prazo e tentativa de retorno fora do período inicialmente previsto indicam que o caminho escolhido não era simples.
E exigia precisão jurídica.
Câmara e Justiça
Do lado institucional, a Câmara seguiu o que entendeu como correto dentro do Regimento.
E, após a decisão judicial, cumpriu imediatamente.
O caso, portanto, não foi uma disputa política direta.
Foi um conflito de interpretação jurídica.
O que fica
A situação deixa um alerta claro.
Na política, decisões envolvendo afastamento, troca de cargo e candidatura não permitem margem para erro.
Porque, quando o cálculo falha…
o risco não é só eleitoral.
É perder o mandato.
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