Entre vaias e aplausos, Mauro Mendes se despede do governo e mira o Senado

 O agora ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, fez seu último discurso à frente do Estado nesta terça-feira, na Assembleia Legislativa.

Foram cerca de 25 minutos de fala, com direito a emoção, balanço de gestão e recados políticos.

Despedida com tom pessoal

Em vários momentos, Mauro citou a esposa, Virgínia Mendes, agradecendo o apoio ao longo dos anos de mandato.

O discurso teve um tom mais humano, diferente da postura mais técnica que marcou boa parte da gestão.

Austeridade como marca

Mauro reforçou o discurso que sempre acompanhou seu governo. Segundo ele, o Estado foi assumido em situação difícil em 2019, com contas desorganizadas, e as medidas de austeridade foram necessárias.

Disse que foram essas decisões que permitiram equilibrar as finanças e abrir espaço para investimentos.

Aqui entra um ponto que divide opinião.

Para o governo, foi ajuste necessário.
Para críticos, houve impacto direto na população, principalmente no início da gestão.

Obras e números na mesa

O ex-governador destacou avanços em várias áreas.

Citou que o Estado tinha sete hospitais e que, ao longo do período, três foram entregues e outros quatro estão em construção.

Também falou de investimentos em infraestrutura, incluindo a pavimentação de trechos da BR-163 e a construção de uma ferrovia estadual.

São números que fortalecem o discurso de entrega.

Mas que também seguem sendo questionados por quem diz que nem todas as regiões sentiram esses avanços da mesma forma.

A vaia que virou discurso

Um dos momentos mais simbólicos foi a lembrança de um episódio lá do início do mandato.

Mauro resgatou a vaia que recebeu em Sorriso, em março de 2019, após anunciar medidas consideradas duras.

E repetiu a frase dita na época.

Preferia ser vaiado no começo e aplaudido no final, não por satisfação pessoal, mas pelo bem do estado.

A fala mostra como ele construiu a narrativa do próprio governo.

Saída com novo objetivo

Agora fora do Executivo, Mauro Mendes segue para um novo desafio político, com a intenção de disputar o Senado.

Sai do governo com discurso de missão cumprida.

Mas também com críticas acumuladas, principalmente sobre a distribuição dos investimentos e o impacto das decisões no interior.

O que fica

O legado de Mauro Mendes vai continuar sendo debatido.

Entre quem vê avanço e quem aponta falhas.

O que é certo é que o ciclo se encerra com uma marca clara.

Um governo que apostou em ajuste forte no começo, bancou desgaste e agora tenta fechar a conta com discurso de resultado.

Se foi suficiente ou não, quem vai dizer é o eleitor.


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