A sessão desta semana na Câmara Municipal de Cáceres foi marcada por um momentos tensos logo no início, com acusações graves, resposta direta da presidência e até comentários da plateia que ampliaram ainda mais o debate.
De um lado, a vereadora Magaly Silva denunciou perseguição política e violência de gênero.
Do outro, o presidente da Câmara, Flávio Negação, afirmou ter apenas seguido o regimento interno.
Mas, no meio disso tudo, surgiu uma terceira leitura — vinda da platéia.
📅 Linha do tempo do caso
Para entender o conflito, é preciso olhar para as datas:
03 de abril
– Magaly solicita afastamento do mandato para tratar de assuntos particulares
06 de abril
– Há alteração no regimento interno da Câmara
– Segundo a vereadora, isso teria mudado as regras de retorno
– Segundo a presidência, também nesse dia houve ajuste no pedido de prazo e análise jurídica
09 de abril
– Pedido já estava no sistema da Câmara
– Foi levado ao plenário
– Nenhum vereador se manifestou no momento, segundo a presidência
Após isso
– Magaly tenta desistir da licença e retornar
– Pedido é negado administrativamente
Na sequência
– Caso é encaminhado a órgãos como Ministério Público
– Vereadora recorre à Justiça
Decisão judicial
– Retorno ao mandato é garantido por liminar
🎤 O que disse a vereadora
Magaly subiu à tribuna afirmando que foi impedida de exercer seu mandato mesmo tendo desistido da licença antes de usufruí-la.
Ela afirmou que:
– Teve o retorno negado sem base legal
– Foi exposta publicamente com envio do caso a órgãos de controle
– Precisou recorrer à Justiça para reassumir
E elevou o tom:
“Isso se chama violência política de gênero”, declarou, citando a Lei nº 14.192/2021.
🏛️ A resposta da presidência
Na sequência, Negação respondeu.
Segundo ele:
– Todo o processo seguiu o regimento interno
– Houve parecer jurídico antes da decisão
– O pedido já estava no sistema e passou pelo plenário
Ele também afirmou que o erro estaria na forma do pedido:
“Era simples, bastava pedir recondução ao cargo”, disse.
E reforçou:
“Não há perseguição nenhuma. Apenas cumpri o regimento.”
👀 Bastidores e comentários da plateia
Durante a sessão, além do embate oficial, surgiram comentários entre pessoas presentes que acompanharam o debate.
Entre as falas ouvidas nos bastidores, há quem interprete que:
– A situação pode ter sido consequência de falta de planejamento no pedido do afastamento e retorno
– E que a polêmica acabou sendo ampliada após o problema já estar instalado
Alguns comentários foram além.
Há quem veja o episódio como uma possível tentativa de transformar um erro administrativo em um debate maior, criando uma espécie de “cortina de fumaça” para desviar o foco de algo maior.
Outro ponto levantado informalmente foi o uso do argumento de perseguição e da pauta feminina como forma de mobilizar apoio — o que, segundo essas leituras, poderia gerar um efeito coletivo de adesão à narrativa.
Importante destacar: essas interpretações não foram feitas oficialmente na tribuna, mas surgiram entre pessoas que acompanhavam a sessão.
⚖️ O que está em jogo
O caso acabou dividindo opiniões.
De um lado, a versão da vereadora, que fala em perseguição, exposição e violência política.
Do outro, a presidência, que afirma ter seguido estritamente a lei e o regimento e ainda desafiou a quem duvidar olhar no sistema que está disponível a todos inclusive com as datas.
E, no meio disso…
uma sequência de decisões, datas e interpretações que transformaram um ato administrativo em um episódios comentado que coloca o legislatívo mais uma vem no centro dos burburinhos.
❓ E agora?
Com a decisão judicial garantindo o retorno, o caso segue politicamente vivo.
E a dúvida permanece:
Foi perseguição…
erro de procedimento…
ou uma crise ampliada por narrativas?
Em Cáceres, pelo visto…
a discussão está longe de terminar, por que ainda tem muitos magoados com o caso das comissões.

