A possibilidade de implantação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) em Cáceres entrou em debate na Câmara Municipal após a vereadora Elis Enfermeira cobrar publicamente uma atitude imediata do Executivo.
Segundo a parlamentar, o município já foi contemplado com ambulância e tem condições de receber o serviço, mas depende apenas de um passo simples: a formalização do interesse por parte da prefeitura.
“Só precisa o município fazer um termo dizendo que quer implantar o SAMU. É isso que está faltando”, afirmou na tribuna.
Estrutura existe, mas falta decisão
De acordo com Elis, Cáceres já conta com atendimento de urgência por meio do Corpo de Bombeiros, através do serviço de APH (Atendimento Pré-Hospitalar). No entanto, o modelo atual apresenta limitações importantes.
Hoje, as equipes atuam sem médico presencial, contando apenas com orientação remota de um profissional regulador localizado em Cuiabá, o que pode dificultar atendimentos mais complexos.
A implantação do SAMU, segundo a vereadora, traria avanço significativo no atendimento, especialmente diante da posição estratégica de Cáceres, que atende ocorrências graves, inclusive na região da BR e na Serra do Mangaval.
Cidades menores podem sair na frente
Outro ponto levantado pela parlamentar é que municípios menores já estão se movimentando para garantir o serviço.
“Lambari do Oeste, Mirassol, Araputanga, São José dos Quatro Marcos, Comodoro… são cidades menores e estão se organizando para receber. Cáceres não pode ficar de fora”, alertou.
Ao todo, cerca de 25 ambulâncias devem ser distribuídas no estado para implantação do SAMU.
Apoio da presidência da Câmara
O presidente da Câmara, Flávio Negação, também se manifestou sobre o tema e reforçou a importância da iniciativa.
Ele afirmou que recebeu contato da coordenação estadual do SAMU, confirmando a viabilidade da implantação, e declarou apoio à proposta apresentada.
“Não podemos perder essas ambulâncias. É importantíssimo para o nosso município e para toda a região”, destacou.
Negação ainda colocou a Câmara à disposição para apoiar a mobilização e cobrou união dos vereadores para garantir que Cáceres não perca a oportunidade.
Cobrança pública
A fala da vereadora Elis também foi marcada por um pedido direto aos demais parlamentares e ao Executivo, para que abracem a causa de forma conjunta.
Segundo ela, a implantação do SAMU não é uma pauta individual, mas uma necessidade urgente da população.
“A causa não é minha. É do município. É da saúde. É da população”, afirmou.
O que está em jogo
Caso o município não formalize o interesse dentro do prazo, há risco de que as ambulâncias e o serviço sejam destinados a outras cidades.
O debate reacende uma discussão recorrente em Cáceres: a perda de oportunidades por falta de articulação e agilidade nas decisões administrativas.
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