Após Recorde Impostos, Câmara pauta aumento do limite do MEI para R$ 150 mil e proposta anima empreendedores

A Câmara dos Deputados colocou em pauta para esta terça-feira (17) a votação em regime de urgência do PLP 108/2021, projeto que pode trazer alívio para milhões de microempreendedores individuais (MEIs) no Brasil.

A proposta prevê a elevação do teto de faturamento anual de R$ 81 mil para R$ 150 mil — um aumento de quase 85%.

Fôlego para quem trabalha por conta própria

Atualmente, o limite mensal de aproximadamente R$ 6.750 já não acompanha a realidade dos custos operacionais, segundo representantes de diversos setores.

Na prática, muitos microempreendedores acabam enfrentando um dilema: crescer e sair do regime simplificado — assumindo uma carga tributária maior — ou limitar suas atividades para não ultrapassar o teto.

A proposta surge justamente como uma tentativa de corrigir essa distorção.

Correção automática

Outro ponto importante do projeto é a previsão de reajuste anual automático com base no IPCA (inflação oficial).

A medida busca evitar que o teto volte a ficar defasado ao longo dos anos, como ocorreu desde a última atualização.

Pressão e cenário político

A votação acontece em meio a um cenário político que chama atenção.

Após sucessivos recordes de arrecadação e aumento de tributos em diferentes setores, o governo agora apoia uma proposta que reduz a pressão sobre a base produtiva.

Para muitos analistas, o movimento carrega um tom contraditório: ao mesmo tempo em que amplia a arrecadação, o governo tenta aliviar justamente quem mais sente os efeitos da carga tributária.

Impacto direto

Se aprovado, o novo teto permitirá que pequenos empreendedores ampliem suas atividades sem sair do regime do MEI, evitando custos maiores com impostos e burocracia.

Setores como eventos, comércio e prestação de serviços são alguns dos que mais pressionam pela mudança.

Ainda não está valendo

Apesar da urgência na Câmara, o projeto ainda precisa passar por outras etapas.

Após a votação, seguirá para o Senado e, se aprovado, dependerá de sanção para entrar em vigor.

Até lá, permanece o limite atual de R$ 81 mil por ano.

Expectativa

A proposta é vista como um “respiro” para quem vive do próprio trabalho, mas o mercado acompanha com cautela.

Isso porque, diante do histórico recente de aumento da carga tributária, ainda há dúvidas se a medida avançará rapidamente ou se ficará no campo político.


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