A Assembleia Legislativa de Mato Grosso deu o primeiro passo para aprovar um projeto que prevê multa para quem for flagrado usando drogas em locais públicos. A proposta ainda precisa passar por mais uma votação, mas já começou a gerar conversa forte entre quem vive o dia a dia das cidades.
O texto prevê multa a partir de R$ 1.621, podendo chegar a R$ 6.484 em caso de reincidência ou quando o uso acontecer perto de escolas, unidades de saúde e outros espaços frequentados por famílias.
A intenção é clara. Tentar organizar o espaço público e reduzir cenas que já viraram rotina em várias cidades do estado.
Medida agrada quem está na ponta
Em muitos bairros, principalmente nas áreas centrais, o uso de drogas em locais abertos virou um problema visível. Comerciante reclama, família evita certos lugares e o mato-grossense sente que perdeu parte da tranquilidade.
Nesse ponto, a proposta encontra apoio.
Para muita gente, alguma atitude precisava ser tomada.
Mas a realidade é mais dura
Ao mesmo tempo, existe um lado que não pode ser ignorado.
Grande parte dos usuários que estão nas ruas vive em situação de vulnerabilidade. Aplicar multa resolve o problema ou só cria mais uma dívida que essa pessoa não vai conseguir pagar?
Na prática, pode virar mais um peso sem mudar o cenário.
Cadastro público gera preocupação
Outro ponto que chamou atenção é a criação de um cadastro público de quem for flagrado.
A ideia pode até assustar e inibir, mas também levanta receio. Expor o nome de alguém nessa situação pode trazer consequências que vão muito além da infração, principalmente em cidades menores, onde todo mundo se conhece.
Dinheiro vai para segurança
O projeto também prevê que os valores arrecadados sejam destinados à segurança pública e ações de combate ao tráfico.
No papel, parece coerente. Mas o desafio sempre foi transformar arrecadação em resultado real.
Entre ordem e solução de verdade
A proposta tenta dar uma resposta rápida para um problema que incomoda quem vive em Mato Grosso.
Mas a situação é mais profunda.
Só multar pode até diminuir a exposição do problema em alguns lugares. Resolver de fato já é outra história.
Agora, resta acompanhar a segunda votação e ver se a medida sai do papel.
Porque uma coisa é certa. O mato-grossense quer mais segurança, mas também quer solução que funcione de verdade.
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