Animais de rua voltam ao centro do debate e Câmara cobra prestação de contas de R$ 166 mil para castração

A situação dos animais abandonados em Cáceres voltou ao centro das discussões na Câmara Municipal. Desta vez, o foco não é apenas o abandono nas ruas, mas a aplicação de R$ 166.412,20 destinados ao Programa de Castração Animal no município.

Durante sessão, a vereadora Elis Enfermeira pediu um olhar diferenciado da prefeita para a causa animal e classificou o tema como uma questão direta de saúde pública.

Segundo a parlamentar, um animal abandonado e sem acompanhamento veterinário pode se tornar vetor de diversas doenças, incluindo a leishmaniose, cuja preocupação recente no município reacendeu o alerta.

Recurso existe — e a Câmara quer saber como foi aplicado

O requerimento protocolado na Casa solicita informações detalhadas sobre:

  • Quantidade exata de cães e gatos castrados;

  • Quantos machos e fêmeas foram atendidos;

  • Quanto já foi pago às clínicas credenciadas;

  • Se os valores vieram de convênio estadual ou de recursos próprios;

  • Quem é o responsável técnico pela fiscalização do serviço;

  • Se houve complicações pós-operatórias;

  • Quantos animais retornaram às ruas e quantos foram encaminhados para adoção.

Duas clínicas foram credenciadas por meio da Chamada Pública nº 01/2025, além de um Termo de Cooperação firmado com a Associação Ajuda aos Animais de Cáceres para triagem e acompanhamento dos casos.

Para Elis, a cobrança não é contra o programa de castração, mas pela transparência da execução.

“Estamos aqui para fiscalizar. Precisamos saber quantos animais foram atendidos e como o recurso público está sendo aplicado”, afirmou.

Saúde pública e política permanente

A vereadora reconheceu que o valor pode ser insuficiente diante da quantidade de animais abandonados no município, mas defendeu que, antes de ampliar investimentos, é essencial avaliar os resultados já obtidos.

O requerimento ainda destaca que ações isoladas não resolvem o problema estrutural. A intenção é que os dados sirvam de base para consolidar uma política pública permanente de controle populacional e prevenção de zoonoses.

Agora, o Executivo deverá apresentar as informações solicitadas dentro do prazo legal. A resposta poderá definir os próximos passos da discussão.


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