Natural de Caracas, capital da Venezuela, Nicolás Maduro, hoje com 63 anos, teve uma trajetória improvável até chegar ao comando do país. Antes da política, foi motorista de ônibus e líder sindical, atuando na frente dos trabalhadores ainda nos anos 1970.
Foi nesse ambiente sindical que Maduro se aproximou do Hugo Chávez, líder do Movimento Bolivariano Revolucionário 200 (MBR-200). A relação se fortaleceu após a prisão de Chávez em 1992. Maduro ganhou projeção nacional justamente por sua atuação em defesa da libertação do líder chavista.
Com a eleição de Chávez à presidência, em 1999, Maduro iniciou uma escalada política: foi deputado, presidente da Assembleia Nacional, ministro das Relações Exteriores e, posteriormente, vice-presidente. Em 2013, após a morte de Chávez, venceu uma eleição apertada e assumiu definitivamente a presidência da Venezuela.
Sem o carisma do antecessor, Maduro passou a governar em meio a crises econômicas profundas, isolamento internacional e sucessivas denúncias de autoritarismo. Hiperinflação, escassez de produtos, aumento da violência e o êxodo de milhões de venezuelanos marcaram seu governo ao longo da última década.
A partir de 2014, manifestações populares exigindo sua saída foram reprimidas. Lideranças oposicionistas como Leopoldo López e Antonio Ledezma foram presas, o que intensificou acusações de violações de direitos humanos e levou a sanções internacionais, especialmente dos Estados Unidos.
Em 2017, Maduro convocou uma Assembleia Constituinte com poderes amplos, rejeitada por parte da comunidade internacional. A eleição presidencial de 2018, assim como a de 2024, foi marcada por denúncias de fraude e falta de transparência. Países como Estados Unidos, membros da União Europeia e até aliados históricos se recusaram a reconhecer plenamente os resultados.
A tensão aumentou ainda mais nos últimos anos com ameaças de anexação da região de Essequibo, território disputado com a Guiana, e com o retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos. Trump voltou a pressionar Maduro, autorizando operações militares na região do Caribe e acusando o líder venezuelano de envolvimento direto com o narcotráfico.
Atualmente, os Estados Unidos oferecem US$ 50 milhões por informações que levem à prisão ou condenação de Maduro. Mesmo sob forte pressão internacional, o presidente venezuelano mantém o controle interno do país, sustentado pelo aparato estatal e pelas Forças Armadas.
A história de Nicolás Maduro se tornou símbolo de um processo político que divide opiniões, desperta atenção global e mantém a Venezuela no centro de uma das mais longas crises políticas, econômicas e humanitárias da América Latina.
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