Quem acompanha com atenção o cenário político cacerense já começa a perceber um movimento que se repete em diferentes espaços, nas redes sociais, nos bastidores partidários e até em declarações públicas: os integrantes da direita de Cáceres vive um momento de divisão interna e sucessivas derrotas na construção política.
Ao contrário do discurso de união que marcou eleições passadas, o que se vê agora é uma disputa constante por liderança, protagonismo e controle de espaços, onde grupos que deveriam caminhar juntos acabam se enfrentando entre si. As opiniões das principais lideranças divergem, os projetos não convergem e a falta de alinhamento começa a cobrar seu preço.
Briga por liderança e falta de estratégia
Nos bastidores, a leitura é clara: a direita cacerense passou a gastar mais energia brigando internamente do que construindo um projeto sólido para a cidade. Disputas por cargos, influência partidária e espaços dentro da administração pública têm falado mais alto do que um plano coletivo de futuro.
Esse tipo de fragmentação enfraquece qualquer campo político. Enquanto uns disputam quem manda mais, outros observam, se organizam e avançam.
Distanciamento de nomes históricos
Um dos sinais mais claros desse desgaste é o distanciamento de figuras historicamente ligadas à direita em Cáceres, como o ex-prefeito Francis Maris. Nos últimos tempos, Francis tem demonstrado publicamente desconforto com os rumos adotados pelo PL local.
Segundo avaliações feitas por ele próprio em declarações, decisões estariam sendo tomadas de forma equivocada, envolvendo aproximações políticas contraditórias, nomeações, cargos e alianças pouco explicadas, o que, na visão dele, descaracteriza o discurso que sempre defendeu.
Esse afastamento não acontece por acaso. Quando lideranças experientes passam a se distanciar, normalmente é sinal de que algo não vai bem na condução política.
Reflexo direto no eleitorado
A consequência desse cenário já começa a aparecer entre os eleitores. Parte da base conservadora, que antes caminhava de forma mais coesa, hoje se mostra confusa, desmotivada e até descrente. A pergunta que se repete é simples: quem, de fato, representa a direita hoje em Cáceres?
Sem resposta clara, o espaço se abre para o enfraquecimento político e para o avanço de grupos mais organizados.
Política não perdoa desorganização
A história política mostra que quem não se organiza, perde espaço. Não basta discurso forte ou bandeiras ideológicas se não houver estratégia, coerência e unidade mínima. A direita cacerense vive um momento decisivo: ou revê seus caminhos, ou continuará acumulando derrotas silenciosas.
Mais do que nunca, o eleitor observa. E a política, diferente das redes sociais, cobra resultado.
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