Uma tragédia que comoveu Cáceres: na última sexta-feira (15), uma criança de 8 anos foi atropelada por um caminhão trator no cruzamento das ruas Administração e Agronomia, no bairro Jardim Universitário. Após dois dias internada, a vítima veio a óbito no domingo à noite.
O motorista, de 70 anos, não respeitou a sinalização de “pare” no local, e o teste de etilômetro descartou a presença de álcoo. A fatalidade reacende a discussão que tomou força na semana passada, após um vídeo enviado à nossa redação mostrar carretas transitando em alta velocidade pelas ruas de Cáceres — veículos que deveriam circular por um anel viário prometido há anos.
O anel viário ainda no papel
Cáceres, com mais de 80 mil habitantes, segue às voltas com a falta de uma infraestrutura viária mínima — como a tão esperada via de contorno — que tornaria o trânsito de cargas mais seguro e afastado das áreas urbanas.
Em fevereiro de 2024, o então vereador, Celso Silva apresentou requerimento solicitando cópias do projeto executivo do anel viário, argumentando que a obra é essencial para melhorar a logística e proteger a população sapl.caceres.mt.leg.br. Apesar da justificativa legítima, o projeto ainda não saiu do papel.
Repercussão e cobrança popular
Moradores estão revoltados. “Já alertamos, mostramos as imagens, falamos sobre os perigos. E ocorreu o pior. Como ainda estamos esperando por segurança?”, indignou-se uma moradora ao saber da morte.
Nós do Folha de Cáceres nos solidarizamos com a familia enlutada e reforçamos: o anel viário não é luxo, é uma questão de vida ou morte. Autoridades precisam assumir a responsabilidade e tirar esse projeto do papel, garantindo a segurança de nossos bairros.
O que a cidade precisa hoje:
Ação | Descrição |
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Criação imediata do anel viário | Afastar o trânsito de caminhões das vias urbanas |
Fiscalização rigorosa | Reduzir excesso de velocidade em áreas residenciais e escolares |
Projetos transparentes | Apresentar cronograma real com prazos e responsáveis |
Participação cidadã | Ouvir moradores, coletar denúncias e tomar atitude efetiva |
A dor é profunda, mas nossa indignação deve se transformar em ação e pressão. Não podemos esperar mais enquanto vidas estão em risco.
